OS MANUAIS ESCOLARES COMO INSTRUMENTO DE “NORMALIZAÇÃO IDEOLÓGICA” – DA DITADURA À DEMOCRACIA, EM PORTUGAL

José Manuel Couto

Resumo


Os manuais escolares constituem um suporte de trabalho fundamental para alunos e professores.Eles são, igualmente, vitais para a sobrevivência de muitos editores livreiros, que procuramdiversificar propostas e garantir a máxima qualidade, quer do ponto de vista gráfico quer deconteúdos e de tradução dos princípios normativos emanados do ministério que tutela a educação.Conhecemos, hoje, manuais bem estruturados e fundamentados do ponto de vista teórico epedagógico-didático, centrados, de facto, na valorização dos alunos e na construção doconhecimento e das aprendizagens. Contudo, se num clima de democracia nos confrontamos commúltiplas ofertas, de diferentes autores e editores, com uma supervisão didática efetuada porespecialistas e a garantia de certificação por equipes de especialistas. A verdade é que durantemuitos anos, em Portugal, vigoraram os livros únicos, manuais controlados ao pormenor peloestado, com a única preocupação de “formatar” o ensino, de disseminar e propagar o regime.Comparados dois manuais escolares, um do Estado Novo, outro há pouco integrado nas escolas,conclui-se haver, de facto, uma enorme distância entre ambos, daí se inferindo uma evolução muitosignificativa e positiva de paradigma educativo, no sentido da diversidade, da estimulação dopensamento crítico-reflexivo e de um tipo de aprendizagem mais aberta e democrática.Palavras-chave: Manual escolar. Ditadura. Democracia.

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DOI: 10.3895/rl.v16n18.2392

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