Quase três décadas de CTS no Brasil! Sobre avanços, desconfortos e provocações

Walter Antonio Bazzo

Resumo


Um breve rastreamento e autocrítica sobre os resultados e repercussões da introdução de CTS na educação no Brasil é o objetivo central deste artigo. Escrito sob a ótica e a perspectiva de um dos autores que muito tem atuado na área, este trabalho traz observações gerais sobre o estado da arte em CTS e suas futuras possibilidades, principalmente no tocante ao aspecto educacional. Muito se produziu em termos bibliográficos, fundação e sedimentação de grupos de pesquisas, artigos científicos, colóquios e similares. No entanto, será que os processos educativos da grande maioria das escolas levam em consideração os conhecimentos acumulados ao longo dos últimos trinta anos, por exemplo? Qual efetivamente os impactos dessa abordagem sob os seus currículos e a formação docente? CTS, a par de sua importância, segue ainda embalada pelo fetichismo de seu modismo, sem, no entanto, atender a seu propósito maior de desmitificar a ciência e a tecnologia escoradas nos seus inabaláveis alicerces de promover o desenvolvimento tecnológico apartado do desenvolvimento humano. A partir das discussões apresentadas, a expectativa é que o entendimento de uma nova equação civilizatória, pautada por uma educação mais ‘desobediente’, possa ser uma das proposições para uma reversão do atual estágio catatônico da educação científica e tecnológica em todos os níveis de ensino, predominantemente no Brasil.


Palavras-chave


equação civilizatória; CTS no Brasil; desenvolvimento humano; educação desobediente

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DOI: 10.3895/rbect.v11n2.8427

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