Série Betty (2020): garotas skatistas e produções de gírias

Thiago André Rodrigues Leite, Karine Rios de Oliveira Leite, Isabella Ferreira de Andrade

Resumo


Neste artigo, interessamo-nos pela série Betty (2020), na qual há cinco garotas skatistas e protagonistas:  Camille, Honeybear, Indigo, Janay e Kirt, que estão, com muita frequência, praticando skate e produzindo gírias em circunstâncias (in)tensas de confrontos e discussões. Do ponto de vista discursivo, objetivamos investigar se e como as gírias produzidas pelas garotas skatistas podem evidenciar empoderamento e resistência. Hipotetizamos que as gírias funcionariam como um lugar discursivo de empoderamento (individual e coletivo), bem como de resistência ao sistema patriarcal. Metodologicamente, associamos as gírias às condições de produção, isto é, não desvinculamos  o social, o fato de as protagonistas serem skatistas, por exemplo, da materialidade linguística, pensando o fenômeno linguístico das gírias. Com a teorização acerca da possível relação entre gíria, empoderamento e resistência, esperamos, entre outras contribuições, fomentar o combate às desigualdades de gênero, tendo em vista o fazer científico comprometido com a redução de discriminações.


Palavras-chave


Betty (2020); Garotas skatistas; Gírias; Empoderamento; Resistência.

Texto completo:

PDF


DOI: 10.3895/rde.v17n29.22503

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2026 CC Atribuição 4.0

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
ft_peri

Av. Sete de Setembro, 3165 - Rebouças CEP 80230-901 - Curitiba - PR - Brasil

logo_utfpr