Série Betty (2020): garotas skatistas e produções de gírias
Resumo
Neste artigo, interessamo-nos pela série Betty (2020), na qual há cinco garotas skatistas e protagonistas: Camille, Honeybear, Indigo, Janay e Kirt, que estão, com muita frequência, praticando skate e produzindo gírias em circunstâncias (in)tensas de confrontos e discussões. Do ponto de vista discursivo, objetivamos investigar se e como as gírias produzidas pelas garotas skatistas podem evidenciar empoderamento e resistência. Hipotetizamos que as gírias funcionariam como um lugar discursivo de empoderamento (individual e coletivo), bem como de resistência ao sistema patriarcal. Metodologicamente, associamos as gírias às condições de produção, isto é, não desvinculamos o social, o fato de as protagonistas serem skatistas, por exemplo, da materialidade linguística, pensando o fenômeno linguístico das gírias. Com a teorização acerca da possível relação entre gíria, empoderamento e resistência, esperamos, entre outras contribuições, fomentar o combate às desigualdades de gênero, tendo em vista o fazer científico comprometido com a redução de discriminações.
Palavras-chave
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PDFDOI: 10.3895/rde.v17n29.22503
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