Saneamento básico e saúde pública: conexões que o Brasil não pode ignorar

Wanessa Gentil Mandelli, Magno José Alves, Anthony Andrey Ramalho Diniz, Elen Aquino Perpetuo, Eduardo Dellosso Penteado

Resumo


Este estudo avaliou a correlação entre os investimentos em saneamento básico nos estados Brasileiros e as principais doenças de veiculação hídrica (Cólera, Esquistossomose, Febre Tifoide, Hepatite e Leptospirose) entre 2007 e 2022. Os dados das doenças foram coletados através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde – DATASUS e indicadores de saneamento foram extraídos do Sistema Nacional de Saneamento – SNIS. Desigualdades ao acesso à infraestrutura e na incidência de doenças de veiculação hídrica foram observadas. A hepatite se manteve como a doença mais prevalente, mesmo em estados com maior investimento. Febre tifoide e esquistossomose mostraram correlações negativas com indicadores de saneamento, sugerindo relação direta com a precariedade estrutural. Leptospirose apresentou associação com fatores ambientais, como drenagem urbana deficiente. Análise reforça que investimentos contínuos e políticas integradas são essenciais para a redução dessas enfermidades.


Palavras-chave


Desenvolvimento sustentável; Meio Ambiente; Infraestrutura urbana; Epidemiologia ambiental; Saneamento; Políticas regionais

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DOI: 10.3895/rts.v22n70.21012

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