Registro eletrônico em saúde no Sistema Único de Saúde: limites e desafios na captação de dados ambulatoriais à luz da abordagem ciência, tecnologia e sociedade

Régis Boechat Alt Azevedo, Patricia Maria Dusek

Resumo


Este artigo analisa criticamente o processo de registro das ações ambulatoriais no Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase nos formulários utilizados na produção de dados referentes a atendimentos de média complexidade. A pesquisa é de natureza qualitativa e abordagem descritivo-analítica, fundamentada em revisão documental de manuais técnicos, normativas institucionais e literatura científica publicada entre 2012 e 2024. Os resultados indicam que os atuais instrumentos de coleta apresentam preenchimento redundante, baixa integração entre sistemas e ausência de automatização, gerando sobrecarga administrativa e comprometendo a qualidade das informações produzidas. A partir da perspectiva dos Estudos em Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), compreende-se que tais limitações não se restringem a questões técnicas, mas refletem escolhas institucionais que moldam as práticas de cuidado e gestão no SUS. Conclui-se que a modernização desses instrumentos exige soluções digitais interoperáveis, construídas com base nas realidades locais, com participação ativa dos profissionais, a fim de fortalecer os princípios da integralidade, eficiência e humanização da atenção à saúde.

Palavras-chave


Registro Eletrônico em Saúde; Sistemas de Informação em Saúde; Produção Ambulatorial; Interoperabilidade; Sistema Único de Saúde

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DOI: 10.3895/rts.v22n70.20680

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