Propriedade intelectual e inteligência artificial: um debate e suas lacunas

Juliano Maurício de Carvalho, Luciane de Fatima Giroto Rosa, Victor Simões Zamberlan

Resumo


A expansão da inteligência artificial tem tensionado os regimes jurídicos tradicionais de proteção à propriedade intelectual, especialmente no que se refere aos direitos autorais e à definição da autoria em contextos de automação criativa. Este artigo tem como objetivo analisar criticamente o descompasso entre regulação e inovação na proteção dos direitos autorais diante do desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial no Brasil, à luz da tramitação do Projeto de Lei nº 2.338/2023. Adota-se uma abordagem exploratória e qualitativa, fundamentada em análise documental de projetos legislativos e em revisão bibliográfica da literatura nacional e internacional no campo da propriedade intelectual e dos estudos em Ciência, Tecnologia e Sociedade. Os resultados indicam que, embora o marco regulatório da inteligência artificial avance quanto à transparência, à remuneração dos titulares de direitos autorais e à incorporação de princípios éticos, persistem indefinições relevantes relacionadas à autoria de conteúdos gerados por IA, às obras derivadas, à proteção dos direitos morais e à responsabilidade civil por violações autorais. Conclui-se que tais lacunas evidenciam desafios sociotécnicos que demandam uma governança regulatória contínua, capaz de articular inovação tecnológica, proteção de direitos fundamentais e sustentabilidade cultural.

 


 


Palavras-chave


Inteligência Artificial; Propriedade Intelectual; Direitos Autorais; Marco Legal; Inovação

Texto completo:

PDF


DOI: 10.3895/rts.v22n69.19865

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2026 CC-BY

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
ft_peri

Av. Sete de Setembro, 3165 - Rebouças CEP 80230-901 - Curitiba - PR - Brasil

logo_utfpr