Território, tecnologia social e educação ambiental: autonomia e resiliência em comunidades quilombolas pós-desastre enfoque na Comunidade Sapé, Brumadinho (MG)
Resumo
Este estudo, realizado no contexto pós-tragédia do rompimento da barragem de
Brumadinho, MG, em 2019, investiga a interdependência entre educação ambiental,
tecnologia social e territorialidade em comunidades quilombolas. A pesquisa adota
abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica, análise documental e entrevista
semiestruturada, examinada por análise de conteúdo. Os resultados evidenciam três
achados centrais: (i) fragilidade estrutural agravada pelo desastre, associada à ausência de
políticas públicas efetivas; (ii) baixo nível de apropriação social de tecnologias como o
biodigestor; e (iii) lacunas significativas em educação ambiental crítica. A análise demonstra
que a simples introdução tecnológica não garante autonomia territorial, sendo necessária
a construção sociotécnica participativa. Conclui-se que tecnologias sociais, quando
articuladas à educação ambiental crítica e à governança territorial, podem fortalecer a
resiliência e a autodeterminação comunitária, desde que alinhadas aos contextos
socioculturais locais. Esses achados evidenciam as implicações socioambientais da falta de
acesso à educação ambiental, às tecnologias sociais e à infraestrutura básica, revelando a
fragilidade dessas comunidades diante de desastres socioambientais. Além disso, destacam
o potencial do biodigestor para contribuir com a reconstrução territorial por meio da gestão
de resíduos, da produção de energia renovável e da geração de biofertilizantes
Brumadinho, MG, em 2019, investiga a interdependência entre educação ambiental,
tecnologia social e territorialidade em comunidades quilombolas. A pesquisa adota
abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica, análise documental e entrevista
semiestruturada, examinada por análise de conteúdo. Os resultados evidenciam três
achados centrais: (i) fragilidade estrutural agravada pelo desastre, associada à ausência de
políticas públicas efetivas; (ii) baixo nível de apropriação social de tecnologias como o
biodigestor; e (iii) lacunas significativas em educação ambiental crítica. A análise demonstra
que a simples introdução tecnológica não garante autonomia territorial, sendo necessária
a construção sociotécnica participativa. Conclui-se que tecnologias sociais, quando
articuladas à educação ambiental crítica e à governança territorial, podem fortalecer a
resiliência e a autodeterminação comunitária, desde que alinhadas aos contextos
socioculturais locais. Esses achados evidenciam as implicações socioambientais da falta de
acesso à educação ambiental, às tecnologias sociais e à infraestrutura básica, revelando a
fragilidade dessas comunidades diante de desastres socioambientais. Além disso, destacam
o potencial do biodigestor para contribuir com a reconstrução territorial por meio da gestão
de resíduos, da produção de energia renovável e da geração de biofertilizantes
Palavras-chave
Educação ambiental; Tecnologia social; Biodigestor; Comunidade quilombola Sapé; Brumadinho
Texto completo:
PDFDOI: 10.3895/rts.v22n70.19745
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