Carnavalização e “A Negra”: uma revisitação à arte pictórica de Tarsila do Amaral sob o viés da racialidade

Samuel Sérgio Freitas Facundo, Telma Sueli Farias Ferreira

Resumo


Pautando-nos na discussão sobre o papel da mulher Negra na formação da identidade nacional brasileira na década de 1920 e do conceito de carnavalização da Teoria Dialógica da Linguagem, objetivamos investigar de que maneira o quadro de Tarsila do Amaral, “A Negra” se insere no contexto da carnavalização bakhtiniana, e se pode contribuir, de forma reflexiva, acerca da necessidade de desconstrução de atos racistas do branco em oposição ao negro brasileiro, mais precisamente contra a mulher Negra. Caracteriza-se como uma pesquisa documental, vinculada à abordagem qualitativo-interpretativista de cunho descritivo e exploratório, e ancora-se na perspectiva dialógico-discursiva do Círculo de Bakhtin. Os resultados apontam para a constatação de que a obra analisada encontra-se inserida no movimento de carnavalização, demarcando um posicionamento antagônico frente à ideologia hegemônica branca e que, através do movimento artístico antropofágico brasileiro contra a cultura europeia, a referida obra sinaliza para prováveis posicionamentos reflexivos acerca da importância inestimável da mulher Negra na sociedade brasileira.


Palavras-chave


Negritude Feminina; Carnavalização; Arte Pictórica.

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DOI: 10.3895/rl.v28n52.21642

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