Perspectivas de pensamento matemático e de raciocínio matemático em dissertações do Grupo MEPPE
Resumo
Desenvolver o pensamento ou o raciocínio matemático dos estudantes vai além de manipular fórmulas e algoritmos matemáticos. Da mesma maneira, raciocinar proporcionalmente requer capacidades que transcendem apenas o emprego da regra de três, por exemplo. Para tanto, é necessário um ensino que não seja focado exclusivamente em regras, conteúdos e fórmulas, mas que priorize as diferentes formas de pensar. Neste artigo teórico, temos como objetivo argumentar sobre a importância de se buscar o desenvolvimento do pensamento ou raciocínio matemático dos estudantes ao invés de colocar os conteúdos matemáticos como a finalidade do ensino. Nesse contexto, apresentamos e discutimos quatro dissertações de mestrado profissional produzidas por estudantes do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Matemática, multicampi Cornélio Procópio e Londrina, e realizadas no âmbito de um grupo de pesquisa. Tais pesquisas, em que o foco da aula não era o conteúdo, planejaram cuidadosamente tarefas com dinâmicas que favorecem e estimulam a participação dos estudantes, cujos resultados revelam que os processos de pensamento ou de raciocínio matemático tendem a se manifestar enquanto os estudantes produzem seus modos de fazer matemática. Dentre os diferentes modos de pensar, temos nos debruçado em compreender o raciocínio proporcional, dada a sua relevância para a aprendizagem da Matemática, assim como para outras áreas, e considerando a complexidade e dificuldade de seu desenvolvimento, pretendemos investigar acerca de aspectos do desenvolvimento do raciocínio proporcional de estudantes e professores, por meio de trabalhos que promovam processos formativos para professores que ensinam Matemática.
Palavras-chave
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PDFDOI: 10.3895/etr.v9n3.20586
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