Entre a voz e o papel: a oralidade como ferramenta na avaliação formativa em matemática
Resumo
Este artigo discute como a oralidade pode ser integrada à avaliação da aprendizagem em Matemática, a partir de uma investigação realizada com estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública de Londrina / PR. A pesquisa, de abordagem qualitativa e interpretativa, propôs uma tarefa avaliativa composta por questões sobre equações do 1º grau, cuja resolução exigia tanto a produção escrita quanto a gravação de áudios explicativos. Ainda que os dados tenham sido coletados a partir de três tarefas distintas, este artigo concentra-se na análise da tarefa número 3, que favoreceu maior elaboração argumentativa por parte dos estudantes. Os dados foram analisados à luz da análise de conteúdo e dos pressupostos da avaliação formativa e dialógica. A análise concentrou-se em identificar o que os áudios revelam para além do que está expresso nas resoluções escritas e de que modo esse material pode subsidiar a prática docente e a regulação da aprendizagem. Os resultados indicam que a oralidade, ao complementar a escrita, possibilita ao professor compreender com maior profundidade os processos de pensamento dos estudantes. A escuta atenta dos áudios permitiu identificar inseguranças conceituais que não estavam explícitas nas resoluções escritas, possibilitando reorganizações pedagógicas mais sensíveis e eficazes. A partir dessa escuta, foi elaborada uma nova intervenção baseada em metodologias ativas, que contribuiu para o avanço da compreensão dos estudantes sobre o conteúdo. Conclui-se que a integração da oralidade à avaliação amplia o olhar docente e fortalece práticas pedagógicas mais dialógicas, inclusivas e significativas.
Palavras-chave
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PDFDOI: 10.3895/etr.v9n3.20577
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