Tecnologia social e grupos culturais: convergências e implicações para as políticas públicas
Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar de que maneira as práticas desenvolvidas por
grupos culturais podem ser compreendidas, à luz da tecnologia social (TS), como arranjos
sociotécnicos com potencial de contribuir para a formulação de políticas públicas
culturais. Trata-se de um estudo teórico, de abordagem qualitativa, baseado em revisão
bibliográfica e documental sobre TS, grupos culturais e políticas públicas. Os resultados
evidenciam três convergências principais entre TS e grupos culturais: a autogestão e
organização coletiva das atividades; a valorização dos saberes locais e das identidades
territoriais; e a orientação para a inclusão social, a cidadania cultural e o
desenvolvimento local. Conclui-se que o reconhecimento dessas práticas como arranjos
sociotécnicos pode subsidiar políticas públicas culturais mais participativas
territorializadas e alinhadas às demandas comunitárias.
Palavras-chave
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PDFDOI: 10.3895/rts.v22n70.21423
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