Tecnologia social e grupos culturais: convergências e implicações para as políticas públicas

Marna Lais Bride Ventura, Wagner Ragi Curi Filho, Francisca Diana Ferreira Viana

Resumo


Este artigo tem como objetivo analisar de que maneira as práticas desenvolvidas por
grupos culturais podem ser compreendidas, à luz da tecnologia social (TS), como arranjos
sociotécnicos com potencial de contribuir para a formulação de políticas públicas
culturais. Trata-se de um estudo teórico, de abordagem qualitativa, baseado em revisão
bibliográfica e documental sobre TS, grupos culturais e políticas públicas. Os resultados
evidenciam três convergências principais entre TS e grupos culturais: a autogestão e
organização coletiva das atividades; a valorização dos saberes locais e das identidades
territoriais; e a orientação para a inclusão social, a cidadania cultural e o
desenvolvimento local. Conclui-se que o reconhecimento dessas práticas como arranjos
sociotécnicos pode subsidiar políticas públicas culturais mais participativas
territorializadas e alinhadas às demandas comunitárias.


Palavras-chave


Tecnologia social; grupos culturais; políticas públicas

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DOI: 10.3895/rts.v22n70.21423

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