Dataficar a cidade: disputas tecnopolíticas e infraestruturas de dados no Rio de Janeiro
Resumo
Este artigo analisa como as contemporâneas cidades dataficadas são moldadas por agenciamentos tecnopolíticos que estruturam processos de digitalização e dataficação. A perspectiva tecnopolítica evidencia a coprodução entre técnica e política, mostrando como infraestruturas de dados se tornam elementos centrais de governança, controle e resistência. No Rio de Janeiro, observamos a disputa entre duas agendas: uma política institucional, orientada pela digitalização e competitividade urbana, e uma agenda ativista, que mobiliza dados como instrumento de resistência e afirmação territorial. A partir de entrevistas com servidores públicos e integrantes da Geração Cidadã de Dados, analisamos como racionalidades divergentes configuram infraestruturas de dados e reconfiguram o espaço urbano. O estudo evidencia que tais infraestruturas condensam ideologias, interesses e práticas sociais, revelando a cidade como arena de disputas tecnopolíticas que ora reforçam desigualdades, ora possibilitam novas formas de participação.
Palavras-chave
Dataficação; Urbano; Infraestruturas; Tecnopolítica
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PDFDOI: 10.3895/rts.v22n68.21279
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