Mudanças climáticas e justiça socioambiental: formação climática, mediações sociotécnicas e educação ambiental crítica
Resumo
As mudanças climáticas intensificam desigualdades socioambientais e desafiam práticas
educativas convencionais, exigindo abordagens críticas, territorializadas e articuladas às
relações entre ciência, tecnologia e sociedade. Este artigo analisa a mesa-redonda “O Brasil
em foco na COP30”, realizada durante a Semana do Meio Ambiente de uma universidade
pública municipal do interior paulista, como prática formativa pública mediada por
tecnologias digitais. A metodologia combinou transcrição das falas, análise de similitude
com apoio do IraMuTeQ e escuta interpretativa do corpus. Os resultados evidenciaram
quatro núcleos discursivos: esfera socioeducativa; prática pedagógica e território; justiça
climática e governança; e impactos ambientais nos biomas. Conclui-se que a mesa-redonda
funcionou como dispositivo sociotécnico de formação climática, ao articular educação
ambiental crítica, participação social, saberes territoriais e cidadania socioambiental diante
dos desafios da crise climática
Palavras-chave
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PDFDOI: 10.3895/rts.v22n70.20687
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