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Sustentando la Vida: Intersecciones entre Economía Solidaria, Economía del Cuidado y Cuidado Comunitario – Brasil e Argentina

 

Presentación y Justificación

El mundo contemporáneo se enfrenta a una crisis multidimensional que se manifiesta no solo en las esferas financiera y ambiental, sino también en la reproducción social. Ante el desgaste de los modelos tradicionales de bienestar y la precarización del trabajo, emergen y se fortalecen alternativas que colocan la sustentación de la vida — y no el lucro — en el centro de la actividad económica.

Este dossier tiene como objetivo reunir reflexiones teóricas, investigaciones empíricas y relatos de experiencias que investiguen los puntos de convergencia entre tres pilares fundamentales de esta transición:

  1. La Economía Solidaria: Como modelo de organización del trabajo basado en la autogestión, la cooperación y la propiedad colectiva.
  2. La Economía del Cuidado: Como campo que visibiliza, cuantifica y valora el trabajo (remunerado o no remunerado) de atención a las necesidades físicas, psicológicas y emocionales de niños, ancianos, enfermos y de la población en general.
  3. El Cuidado Comunitario: Como práctica territorializada, donde barrios, asociaciones, pueblos tradicionales y movimientos sociales construyen redes de apoyo mutuo y bienes comunes (commons) para garantizar la supervivencia y el buen vivir.

Queremos responder a preguntas centrales: ¿Cómo pueden las finanzas solidarias y las cooperativas financiar el cuidado? ¿De qué manera el trabajo de cuidado puede ser despatriarcalizado y colectivizado a través de prácticas solidarias? ¿Cuáles son las potencias y límites de las respuestas comunitarias frente a la ausencia del Estado?

Los temas pueden ser abordados desde diferentes enfoques:

Teoría y Epistemologías del Cuidado y de la Solidaridad: Enfoques feministas, decoloniales, antirracistas y ecológicos sobre la centralidad del cuidado en la economía.

Cooperativismo y Redes de Cuidado: Experiencias prácticas de cooperativas de cuidadoras/es, guarderías comunitarias, cocinas solidarias y redes de salud comunitaria.

Políticas Públicas, Estado y Comunes: La relación (y las tensiones) entre las iniciativas comunitarias de cuidado, la economía solidaria y el papel del Estado en la formulación de Sistemas Nacionales de Cuidado.

Territorio, Ancestralidad y Buen Vivir: Prácticas de cuidado y ayuda mutua en comunidades indígenas, quilombolas, periféricas y rurales.

Tecnologías Sociales y Monedas Sociales en el Cuidado: El uso de monedas locales, bancos comunitarios y plataformas digitales autogestionadas para circular y valorizar el tiempo y el trabajo de cuidado.

 
Publicado: 2026-06-26 Mais...
 

Sustaining Life: Intersections between Solidarity Economy, Care Economy, and Community Care – Brazil and Argentina

 

Presentation and Rationale

The contemporary world faces a multidimensional crisis manifesting not only in financial and environmental spheres but also within social reproduction. In the wake of eroding traditional welfare models and increasing labor precarity, alternatives are emerging and strengthening that place the sustenance of life — rather than profit — at the center of economic activity.

This special issue aims to gather theoretical reflections, empirical research, and case studies investigating the points of convergence among three fundamental pillars of this transition:

  1. Solidarity Economy: As a model of labor organization based on self-management, cooperation, and collective ownership.
  2. Care Economy: As a field that renders visible, quantifies, and values the work (paid or unpaid) dedicated to meeting the physical, psychological, and emotional needs of children, the elderly, the sick, and the general population.
  3. Community Care: As a territorialized practice where neighborhoods, associations, traditional peoples, and social movements construct mutual aid networks and commons to ensure survival and well-being.

We seek to address core questions: How can solidarity finance and cooperatives fund care? In what ways can care work be de-patriarchalized and collectivized through solidarity practices? What are the potentials and limits of community responses in the absence of the State?

The topics can be approached from different angles:

We invite researchers, activists, and thinkers to submit original articles, essays, and book reviews that engage with the following axes:

Theory and Epistemologies of Care and Solidarity: Feminist, decolonial, anti-racist, and ecological approaches to the centrality of care in the economy.

Cooperativism and Care Networks: Practical experiences of caregivers' cooperatives, community daycares, solidarity kitchens, and community health networks.

Public Policies, the State, and the Commons: The relationship (and tensions) between community care initiatives, the solidarity economy, and the role of the State in designing National Care Systems.

Territory, Ancestrality, and Buen Vivir (Well-Being): Practices of care and mutual aid in indigenous, maroon (quilombola), peripheral, and rural communities.

Social Technologies and Social Currencies in Care: The use of local currencies, community banks, and self-managed digital platforms to circulate and value care work and time.

 
Publicado: 2026-06-26 Mais...
 

Sustentando a Vida: Intersecções entre Economia Solidária, Economia do Cuidado e Cuidado Comunitário – Brasil e Argentina

 

Apresentação e Justificativa

O mundo contemporâneo enfrenta uma crise multidimensional que se manifesta não apenas nas esferas financeira e ambiental, mas também na reprodução social. Diante do desgaste dos modelos tradicionais de bem-estar e da precarização do trabalho, emergem e se fortalecem alternativas que colocam a sustentação da vida — e não o lucro — no centro da atividade econômica.

Este dossiê tem como objetivo reunir reflexões teóricas, pesquisas empíricas e relatos de experiências que investiguem os pontos de convergência entre três pilares fundamentais dessa transição:

  1. A Economia Solidária: Como modelo de organização do trabalho baseado na autogestão, cooperação e propriedade coletiva.
  2. A Economia do Cuidado: Como campo que visibiliza, quantifica e valoriza o trabalho (pago ou não pago) de atenção às necessidades físicas, psicológicas e emocionais de crianças, idosos, doentes e da população em geral.
  3. O Cuidado Comunitário: Como prática territorializada, onde bairros, associações, povos tradicionais e movimentos sociais constroem redes de apoio mútuo e bens comuns (commons) para garantir a sobrevivência e o bem-viver.

Queremos responder a perguntas centrais: Como as finanças solidárias e as cooperativas podem financiar o cuidado? De que forma o trabalho de cuidado pode ser despatriarcalizado e coletivizado por meio de práticas solidárias? Quais as potências e limites das respostas comunitárias frente à ausência do Estado?

Os temas podem ser abordados por diferentes vieses:

Teoria e Epistemologias do Cuidado e da Solidariedade: Abordagens feministas, decoloniais, antirracistas e ecológicas sobre a centralidade do cuidado na economia.

Cooperativismo e Redes de Cuidado: Experiências práticas de cooperativas de cuidadoras/es, creches comunitárias, cozinhas solidárias e redes de saúde comunitária.

Políticas Públicas, Estado e Comuns: A relação (e as tensões) entre as iniciativas comunitárias de cuidado, a economia solidária e o papel do Estado na formulação de Sistemas Nacionais de Cuidado.

Território, Ancestralidade e Bem-Viver: Práticas de cuidado e ajuda mútua em comunidades indígenas, quilombolas, periféricas e rurais.

Tecnologias Sociais e Moedas Sociais no Cuidado: O uso de moedas locais, bancos comunitários e plataformas digitais autogeridas para circular e valorizar o tempo e o trabalho de cuidado.

 
Publicado: 2026-06-26 Mais...
 
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