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ACTIO, Curitiba, v. 3, n. 3, p. 214-235, mai./ago. 2018. Seção Entrevistas.
http://periodicos.utfpr.edu.br/actio
As tecnologias de informação e
comunicação no ensino de ciências:
entrevista com o professor Marcelo Brito
Carneiro Leão
The Information and Communication
Technologies in Science Teaching: an
interview with Professor Marcelo Brito
Carneiro Leão
ACTIO, Curitiba, v. 3, n. 3, p. 214-235, mai./ago. 2018. Seção Entrevistas.
Matheus Lincoln Borges dos
Santos
borgesm3@tcnj.edu
https://orcid.org/0000-0003-3371-8994
Universidade Tecnológica Federal do
Paraná (UTFPR), Curitiba, Paraná, Brasil
Alessandra Maria Cavichia
Atanazio
alecavichia@gmail.com
orcid.org/0000-0003-1802-058X
Universidade Tecnológica Federal do
Paraná (UTFPR), Curitiba, Paraná, Brasil
Halina dos Santos França
halina.s.f@gmail.com
orcid.org/0000-0001-6168-1426
Universidade Tecnológica Federal do
Paraná (UTFPR), Curitiba, Paraná, Brasil
Marcelo Paranhos
paranhos.marcelo2016@gmail.com
orcid.org/0000-0001-8327-9147
Universidade Tecnológica Federal do
Paraná (UTFPR), Curitiba, Paraná, Brasil
Marcelo Brito Carneiro Leão
marcelo.leao@ufrpe.br
Universidade Federal Rural de
Pernambuco (UFRPE), Recife,
Pernambuco, Brasil
Alvaro Emilio Leite
alvaroemilioleite@gmail.com
orcid.org/0000-0001-8817-6630
Universidade Tecnológica Federal do
Paraná (UTFPR), Curitiba, Paraná, Brasil
Marcelo Brito Carneiro Leão - Vice-reitor da Universidade Federal Rural de
Pernambuco (UFRPE).
Fonte: autoria desconhecida [domínio público]. Disponível em:
http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2016/05/17/federais-de-pernambuco-ja-cobram-
mensalidades-mas-tem-duvidas-sobre-projeto-do-mec/. Acesso em: 11 jul. 2018.
PALAVRAS-CHAVE: TIC. Prática docente. Estratégia didática.
KEYWORDS: ICT. Teaching practice. Didactic strategy.
ACTIO, Curitiba, v. 3, n. 3, p. 214-235, mai./ago. 2018. Seção Entrevistas.
APRESENTAÇÃO
O professor Marcelo Leão é o atual vice-reitor da Universidade Federal Rural
de Pernambuco (UFRPE), onde também é professor titular do curso de licenciatura
em Química e especialista na utilização de novas tecnologias no ensino de Ciências.
Sua atuação como professor iniciou ainda na década de 90, oportunidade em
que ministrou aulas na educação básica e no ensino superior. Ingressou como
professor do departamento de Química da UFRPE em 1994, onde consolidou sua
carreira e permanece até hoje.
A partir de 2005, passou a desenvolver pesquisas relacionadas ao uso de
tecnologias de informação e comunicação no ensino de Ciências, como elaboração
e avaliação de hipermídias educacionais de ciências, elaboração e avaliação de
recursos didáticos para aprendizagem móvel no ensino de Ciências, entre outras.
Ao assumir a vice-reitoria da UFRPE em 2016, restringiu suas orientações somente
aos alunos de mestrado e doutorado, trabalhando em projetos relacionados ao
ensino de Ciências. Atualmente também é coordenador do Núcleo SEMENTE
(Sistemas para a Elaboração de Materiais Educacionais com uso de Novas
Tecnologias) da UFRPE.
Este artigo tem como objetivo estimular a reflexão sobre a inserção das
tecnologias de informação e comunicação (TIC) no Ensino de Ciências a partir da
fala de um importante pesquisador dessa área: o professor Marcelo Brito Carneiro
Leão, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
A entrevista foi concedida durante o evento “Jornadas de Educação em
Ciências e Matemática”, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em
Formação Científica, Educacional e Tecnológica (PPGFCET) no campus de Curitiba
da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em novembro de 2017.
Na ocasião, o professor Marcelo falou sobre sua trajetória profissional, o
panorama da utilização das tecnologias de comunicação e informação no contexto
pedagógico, o papel do professor nesse processo e algumas estratégias e
metodologias de ensino aliadas à tecnologia.
O professor destacou que a inserção das TIC em sala de aula não significa a
melhoria do processo ensino-aprendizagem, tampouco a modernização da
educação. Independente do recurso a ser utilizado na prática docente, é
necessário que se compreenda que a escolha da estratégia didática é o mais
importante. Para o uso efetivo de novas tecnologias no ensino de Ciências é
necessária a reformulação dos cursos de formação de professores, que precisam
preparar os docentes para a mediação do processo de ensino-aprendizagem com
o uso das TIC.
REFERÊNCIAS
CGI.br. Educação e tecnologias no Brasil [livro eletrônico]: um estudo de caso
longitudinal sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação em 12
escolas públicas / Núcleo de Informação e coordenação do Ponto BR. -- 1. ed. --
São Paulo: Comitê Gestor da Internet no Brasil, 2016.
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ENTREVISTA
Em 2017, o Programa de Pós-Graduação em Formação Científica, Educacional
e Tecnológica (FCET) realizou o evento Jornadas de Educação em Ciências e
Matemática”, no campus de Curitiba da Universidade Tecnológica Federal do
Paraná (UTFPR). Aproveitando a oportunidade de ter a presença de vários
especialistas em temáticas relacionadas ao ensino de Ciências, o FCET,
representado por seus discentes e docentes, realizou entrevistas com alguns deles.
Dentre eles, estava o professor Marcelo Brito Carneiro Leão, que concedeu uma
entrevista de aproximadamente 40 minutos aos autores deste artigo.
Durante o evento o Professor Marcelo Brito Carneiro Leão falou sobre a sua
trajetória profissional, o panorama da utilização das tecnologias de informação e
comunicação (TIC) em sala de aula, o papel do professor na atualidade e também
sobre a utilização de estratégias e metodologias de ensino aliadas à tecnologia
para que se obtenha uma melhor utilização destes recursos no processo de ensino-
aprendizagem.
1. A trajetória acadêmica e profissional do Professor Marcelo Brito Carneiro
Leão
O professor Marcelo Leão iniciou sua trajetória no ensino superior cursando
Engenharia Química. Porém, ainda no primeiro ano como universitário, migrou
para o curso de Licenciatura em Química, pois já sentia certo apreço pela carreira
de professor. Durante o curso de licenciatura (1984-1988), teve pouco contato
com as disciplinas pedagógicas, visto que na época a distribuição de disciplinas ao
longo do curso se dava pelo modelo “3 + 1”
1
. Após concluir as disciplinas
específicas de Química teve um rápido contato com as disciplinas da área
pedagógica. Apesar de ter cursado licenciatura, conta o professor Marcelo, seus
estudos posteriores foram na área da Química Aplicada (mestrado e doutorado
com o estudo de carcinogênese), tendo retornado à área de educação somente
em seu pós-doutorado. Este foi realizado na Universidade de Barcelona, entre
2005 e 2006 e teve como tema as novas tecnologias no ensino.
Entrevistadores(as): Ao analisar a sua trajetória acadêmica, constatamos que
o senhor iniciou a graduação no curso de Engenharia Química e, em seguida,
migrou para a área de Ensino de Ciências. Poderia comentar um pouco sobre como
ocorreu essa migração e como foi a experiência?
Professor Marcelo: Quando eu fiz vestibular em 1984, ingressei na Federal de
Pernambuco (UFPE), no curso de Engenharia Química. Entretanto, o que eu queria
era ser professor de Química. no ano seguinte, em 1985, eu ingressei na Rural
(UFRPE) como licenciado e fiz o curso de licenciatura em Química. Após me formar,
em 1988, passei dois anos trabalhando em uma empresa assessorando o pessoal
de vendas de equipamentos para laboratório. Eu fazia o treinamento das pessoas.
Nessa época eu queria fazer o mestrado, precisava de uma bolsa, estava recém-
casado. A Federal Rural era um local muito bom, que tinha um programa de pós-
graduação conceito 6 vinculado ao departamento de Química Fundamental. Tinha
várias áreas na pós-graduação (mestrado), mas não tinha a área de ensino (dando
a entender que essa era a área que queria seguir). Porém, tinha a área de Química
Computacional, que era uma área na qual eu já trabalhava. Fui para lá e assim que
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eu acabei o mestrado, passei no doutorado. Nessa mesma época ingressei na
UFRPE como professor. na Rural, eu entrei no grupo de ensino de Química.
Terminei o doutorado e precisava encontrar meu caminho: queria ser professor!
Eu participava de um grupo de ensino de Química e trabalhava com tecnologia,
com programação, com desenvolvimento de plataforma para cálculos de
propriedades físicas ou químicas. Foi então que pensei: eu vou juntar isso! E fui
fazer o pós-doutorado em Barcelona, na área do uso das tecnologias de
informação e comunicação no ensino de Ciências. Em 2000 o grupo ao qual eu
estava vinculado tomou a frente do programa de graduação no ensino de Ciências,
oportunidade em que passei a fazer parte do corpo permanente, na área de
recursos didáticos. Havia as áreas de formação de professores, recursos didáticos
e conceitos. Eu optei por integrar a área de recursos didáticos. Então, para poder
orientar alunos e contribuir com a formação deles, eu tinha que agregar todas as
minhas formações em algo. Foi então que eu passei o ano de 2005 para 2006 em
Barcelona, exatamente para fazer o pós-doutorado na área de TIC. Na verdade, foi
inicialmente a motivação de querer trabalhar como docente, com formação de
professores e muitas coincidências e conspirações universais, como ingressar no
grupo de ensino de Química, que me fizeram migrar para a área de Ensino de
Ciências.
2. As Tecnologias de informação e comunicação na educação: o panorama do
Brasil
No âmbito de sua atuação na área das tecnologias de informação e
comunicação no ensino de Ciências, o Prof. Marcelo conheceu não só o panorama
brasileiro de inserção das TIC, como também o europeu, quando esteve realizando
seu estágio de pós-doutoramento na Espanha, e o dos Estados Unidos por meio de
suas pesquisas. Entender o processo de inserção das tecnologias na educação
brasileira nos leva a uma melhor compreensão de nossa situação atual e dos
caminhos que devemos seguir.
Entrevistadores(as): Como o senhor avalia a inserção das TIC na formação
inicial dos professores no Brasil? E como o senhor avalia a inserção das TIC na
formação continuada de professores? Considera que houve avanços nesses
processos de formação?
Professor Marcelo: Infelizmente no Brasil, semelhante aos EUA, este processo
de inserção das TIC foi capitaneado inicialmente pelos Centros de Computação
(Centros e Departamentos das Universidades na área de Ciência da Computação)
Acredito que para uma boa inserção, quem deve comandar este processo são os
Institutos de Educação (conforme aconteceu na Europa), deixando sempre claro
que o mais importante são as estratégias didáticas utilizadas no processo ensino-
aprendizagem e não meramente a inserção dos aparatos tecnológicos.
Entrevistadores(as): Baseado na experiência que o professor teve durante o
pós-doutorado na Europa, quais as principais diferenças entre a aplicação das TIC
na educação na Europa e aqui no Brasil? Poderia falar um pouco mais sobre as
diferenças entre o processo observado aqui no Brasil, que o senhor afirmou se
assemelhar aos Estados Unidos, e o que ocorreu na Europa?
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Professor Marcelo: Antigamente, no Brasil, todos os eventos voltados para
discussões sobre as tecnologias utilizadas na educação chamavam-se “Tecnologia
Educacional”. Isso pode parecer irrelevante, mas trazia implicitamente a ideia de
que havia tecnologias exclusivamente educacionais. sabemos que nenhuma
tecnologia é educacional, mas sim o uso dela é que pode ser educacional.
Atualmente, a maioria dos eventos são de tecnologias na educação. Isso sem falar
que as pessoas falam de tecnologia, mas na verdade querem se referir às TIC,
que tecnologia também é papel, caneta, ou seja, tudo é tecnologia. Essa concepção
existia porque os primeiros congressos de tecnologia educacional que
aconteceram no Brasil eram, na verdade, simpósios do Congresso Brasileiro de
Computação. A origem das pesquisas e discussões sobre o uso das tecnologias na
educação (ou educacional como eram chamadas) era capitaneada pelos centros
de informática, assim como ocorreu nos Estados Unidos. Por outro lado, na Europa
e principalmente na Espanha, que é a realidade que eu conheço melhor, essa
discussão nasce do desafio de incorporar a tecnologia na educação dentro dos
centros de estudos de educação e de formação de professores. E lá, o interessante
é que a inserção das TIC é feita muito próxima dos centros de comunicação e
educação, a chamada Educomunicação, ou seja, desde o início eles pensaram no
uso das TIC a partir da perspectiva dos professores da área de educação e
comunicação. Então, ao meu ver, na Espanha foi priorizada a questão estratégica
do uso educacional das TIC. para nós aqui no Brasil, o foco estava na
apresentação de uma plataforma bonita, um software sofisticado, apresentado
pela visão dos profissionais de computação, que para eles, é preciso elaborar
uma boa programação para ter os melhores efeitos. Eles não estavam
preocupados se isso de fato iria contribuir com a transmissão do conhecimento.
Essa é a diferença. Com o passar do tempo e a globalização, essas duas visões se
misturam. Então hoje é possível observar boas experiências também aqui no
Brasil. Eu acho que tem locais onde se avançou muito e temos coisas interessantes.
As pessoas estão trabalhando mais na questão da estratégia adequada em sala de
aula, mas em relação a outros países, ainda estamos na parte de baixo da tabela.
Entrevistadores(as): No panorama brasileiro atual temos muita promessa de
mudança na educação básica. Temos agora uma Base Nacional Comum Curricular
(BNCC), a promessa de um novo ensino médio e também falamos em
reestruturação das licenciaturas. Como é que o senhor avalia esse panorama?
Professor Marcelo: Eu vejo com preocupação essa questão de no ensino
médio você permitir desde cedo que os alunos escolham uma área para se
especializar. Eu sou totalmente contra. Eu acho que principalmente na idade em
que os alunos estão no ensino médio, eles precisam ser muito mais generalistas,
aprender conceitos mais amplos, de ética. Depois na universidade, dentro do curso
que escolheu, ele vai se especializar. A base curricular avançou um pouco, as
instituições contribuíram, mas o MEC retrocedeu na última versão em várias áreas,
ao não considerar as discussões realizadas pelos especialistas de cada área. Eu vejo
um cenário preocupante e pessoalmente sou totalmente contra esse modelo de
ensino médio novo. Acho sim que a gente precisa ser mais generalista no ensino
médio, a gente tem que rever muitos conteúdos de Ciências que são ensinados no
ensino médio: números quânticos, aquelas coisas todas. Isso não precisa ser visto
no ensino médio. No ensino médio tem que ser estudadas coisas mais básicas,
coisas mais gerais, do cotidiano.
ACTIO, Curitiba, v. 3, n. 3, p. 214-235, mai./ago. 2018. Seção Entrevistas.
Entrevistadores(as): Os conteúdos precisam ser mais atrativos para o aluno,
é isso?
Professor Marcelo: Precisam fazer sentido! Eu me lembro que quando minha
filha (que agora terminou a faculdade em Ciência Política), estava no primeiro
ano do ensino médio, ela chegou com o livro de Química e disse: “painho, para que
a gente estuda isso?”. De fato, como estava visto ali, a minha resposta foi: “desse
jeito aqui não serve para nada”, não faz sentido. Então ela tem ojeriza à Química.
Ela não percebia que no que ela veste e no que ela come tem Química, tem Física,
tem Biologia. Então esse é um problema que precisamos resolver. E a solução não
é compartimentalizando o ensino médio, como é essa proposta da Base Nacional
Curricular Comum. Eu vejo essa proposta com muita preocupação.
3. O professor, as TIC e a sala de aula
As TIC podem causar uma verdadeira revolução na educação. Porém, elas
também podem ser somente um novo instrumento para reproduzir o que vemos
de mais antigo no contexto educacional. Nesse sentido, ouvimos o professor
Marcelo sobre sua visão a respeito das TIC na educação básica, na formação e no
trabalho do professor, bem como na organização da escola como um todo.
Entrevistadores(as): É comum observarmos casos em que as TIC são usadas
apenas para dar um “vernizde modernidade às aulas, que continuam pautadas
na transmissão de conhecimentos pelo professor. Em sua opinião, o que é preciso
para que as tecnologias possam contribuir significativamente para a
transformação do processo de ensino-aprendizagem?
Professor Marcelo: É preciso tratar a incorporação das TIC nas aulas dentro
de um contexto de adição aos outros recursos e não simplesmente substituir
velhos recursos por novos. É preciso capacitar os professores para a adequada
utilização das tecnologias, sempre tendo em mente a realidade onde eles atuam
e, fundamentalmente, lembrando sempre que mais importante do que qualquer
recurso é a estratégia didática utilizada.
Entrevistadores(as): Nós também concordados que sem uma estratégia
adequada as TIC não contribuirão para o processo ensino-aprendizagem. É preciso
ter sempre um aporte teórico, uma estratégia didática para sustentar o seu uso,
para não corrermos o risco de usar algo novo com estratégias antigas. Então, de
acordo com sua experiência, poderia elencar que estratégias são promissoras para
o uso das TIC nos ambientes escolares?
Professor Marcelo: reforçando que eu acredito de fato, que mais
importante do que qualquer recurso, independente de qual seja, é a estratégia
didática que o professor elabora. É claro que as TIC, por serem recursos com
bastante potencialidade, nos permitem pensar em estratégias bastante
interessantes. A primeira que eu cito, que na verdade é uma estratégia que pode
até ser usada sem as TIC, é a do professor inverter a lógica. Falarei mais sobre isso
na palestra de hoje (se referindo à palestra realizada no evento). Em nossa vida,
quando nos defrontamos com um problema, tentamos construir conhecimento
para resolvê-lo e, muitas vezes, encontramos uma solução. A nossa escola, via de
regra, é o contrário: ela apresenta uma solução, um conceito, uma definição, e
depois tenta aplicar. Na perspectiva do que eu acredito, para que possamos